A AIMinho e o IAPMEI, enquanto membros da Enterprise Europe Network, vão realizar uma acção de sensibilização/formação dedicada ao tema «7º Programa Quadro – Como Preparar Propostas Competitivas». A...
A AIMinho – Associação Empresarial é uma associação empresarial multisectorial, que tem como âmbito geográfico a região Minho (correspondente aos distritos de Braga e Viana do Castelo). Criada em 1975, teve origem no Grémio das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas de Braga, fundado em 1956.
A AIMinho é hoje uma das principais associações empresariais do país, tendo uma forte afirmação no movimento associativo. A sua missão é «intervir activamente nos fora regionais, nacionais e internacionais, por forma a criar as condições mais favoráveis à iniciativa empresarial, contribuindo desta forma para o desenvolvimento económico, social e cultural da região».
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| 2008-12-02
“A AIMinho tem um papel institucional decisivo naquilo que pode ser o implemento dos empresários ou representantes na monitorização dos apoios, nas exigências das políticas públicas e na garantia de atingirmos alguns objectivos que nos permitam ter um novo Norte na economia, na sociedade e no território da região”, palavras de Carlos Duarte Oliveira, Vogal da Comissão Directiva do QREN, no seminário sobre inovação, competitividade e internacionalização realizado, hoje, na AIMinho, em parceria com a Enterprise Europe Network.
AIMinho tem papel decisivo no implemento dos empresários ou representantes na monitorização dos apoios
Numa abordagem focada nos sistemas de incentivos, Carlos Duarte Oliveira falou da importância do QREN para a região, enquanto “contributo financeiro que, não sendo a solução completa para os problemas, pode contribuir para reorientar a economia e conseguirmos atingir aquilo que é o nosso paradigma de podermos, como região, crescer um ponto acima da média nacional e, em 2015, termos um indicador que nos coloque acima dos 75 por cento do PIB da média comunitária”, acrescentou o orador.
QREN contribui para reorientar a economia
O vogal da Comissão Directiva do QREN referiu ainda que as empresas não estão a aproveitar os sistemas de incentivos disponíveis para a região do Norte, não apostando assim na criação de plataformas de concentração do saber direccionadas a alguns segmentos da economia.
Empresas não estão a aproveitar os sistemas de incentivos disponíveis para a região do Norte
Para Mira Amaral, presidente do Banco BIC e ex-ministro da Indústria e da Energia, “hoje o que interessa é o conhecimento, a capacidade intelectual das pessoas”. O conhecimento deve estar assim ao serviço da produção e da indústria. O ex-ministro da Indústria e da Energia explicou também que “a tecnologia e o conhecimento são endógenos à economia”.
A tecnologia e o conhecimento são endógenos à economia
“Portugal necessita de desenvolver pólos de excelência ao nível dos conhecimentos que facilitem a formação dos recursos humanos”, declarou de Mira Amaral, que defende que o crescimento económico só acontecerá quando houver uma aposta na educação, abertura à mudança e ao mundo, ao comércio internacional e à economia global.
Portugal necessita de desenvolver pólos de excelência ao nível do conhecimento
Além disso, o interveniente realçou o dinamismo dos mercados actuais, alertando para a necessidade de criar alianças estratégicas e para a importância da relação com os outros, apresentando o conhecimento e a inovação como factores de crescimento.
Sobre o impacto da globalização na economia portuguesa, Jean Pol Piquard, especialista em internacionalização da JPP – Consulting and Training, apresentou algumas soluções no sentido de munir o tecido empresarial da região de ferramentas que o tornem mais competitivo.
Necessidade de criar alianças estratégicas
Para o especialista, é fundamental assegurar uma estratégia de entrada de sucesso no mercado alvo. Empresas mais competitivas, que dominem a logística em termos de custos e tempo, optimizando-os para o futuro, são fundamentais. Por outro lado, ter uma visão proactiva em termos de sustentabilidade dos produtos e do negócio, investir em investigação e inovação, enquanto vectores-chave de desenvolvimento são ainda estratégicas cruciais de actuação. Jean Pol Piquard defende ainda a importância dos acessos marítimos e fluviais, que encara como uma oportunidade para Portugal.
É preciso ter uma visão proactiva em termos de sustentabilidade dos produtos e do negócio
“Incentivos, conhecimento e inovação, foram os três conceitos cruciais que António Marques, Presidente da AIMinho, destacou. “Temos que ser persistentes e a persistência é transversal ao conhecimento”, acrescentou António Marques, lembrando ainda que “o conhecimento está em permanente mudança” e que a inovação, ao contrário do que muitos pensam “é fazer diferente”.
Temos que ser persistentes e a persistência é transversal ao conhecimento