A AIMinho e o IAPMEI, enquanto membros da Enterprise Europe Network, vão realizar uma acção de sensibilização/formação dedicada ao tema «7º Programa Quadro – Como Preparar Propostas Competitivas». A...
A AIMinho – Associação Empresarial é uma associação empresarial multisectorial, que tem como âmbito geográfico a região Minho (correspondente aos distritos de Braga e Viana do Castelo). Criada em 1975, teve origem no Grémio das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas de Braga, fundado em 1956.
A AIMinho é hoje uma das principais associações empresariais do país, tendo uma forte afirmação no movimento associativo. A sua missão é «intervir activamente nos fora regionais, nacionais e internacionais, por forma a criar as condições mais favoráveis à iniciativa empresarial, contribuindo desta forma para o desenvolvimento económico, social e cultural da região».
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| 2008-06-06
A AIMinho apresentou ontem o Manual de Boas Práticas de Gestão Ambiental em Parques Empresariais, a síntese final das conclusões do EcoParques – Mais Ambiente, Melhor Futuro Empresarial. Este documento tem como objectivo preencher as lacunas detectadas pelo projecto e constituir um instrumento catalisador para o desenvolvimento económico e ambiental dos parques empresariais e população envolvente, potenciando a competitividade do tecido empresarial e a melhoria da qualidade de vida.
No manual é possível encontrar as melhores práticas ao nível do planeamento e execução de novos parques empresariais (quer ao nível de selecção do local, quer de projecção e edificação), de gestão do parque e de desactivação global do mesmo.
“Temos que deixar de olhar para os parques empresariais como um depósito de empresas”, afirmou Nuno Martins, director-geral da AIMinho. Segundo explicou, a lógica de condomínio empresarial ainda não constitui uma realidade para a maioria dos parques e isso prejudica gravemente o seu desempenho em inúmeras áreas, como por exemplo a ambiental.
AIMinho lança Manual de Boas Práticas de Gestão Ambiental em Parques Empresariais
Ainda há muito poucas empresas a procurarem soluções energéticas colectivas, explicou, pois não têm consciência dos ganhos que daí podem advir. Na sua opinião, é essencial gerar nos parques uma “consciência de eficiência colectiva”, uma vez que não se trata apenas de uma questão de responsabilidade social, mas também de competitividade e desempenho.
A AIMinho pretende, assim, que este documento seja um contributo para que o Estado e a sociedade civil se envolvam nas questões ambientais relacionadas com a implantação de parques empresariais num vector para o desenvolvimento sustentável e uma visão de um Portugal melhor com mais ambiente e melhor futuro empresarial.
Procura de soluções energéticas colectivas pode trazer grandes ganhos
Para desenvolver o manual, a equipa do projecto visitou seis parques empresariais da região (Celeirós, Adaúfe, Neiva, Campos, Socorro e S. João de Ponte) e o Park West, na Irlanda, considerado como um dos melhores parques empresariais europeus.
Há muito a fazer nos parques já existentes
Equipa visitou o Park West, na Irlanda
O primeiro levantamento realizado permitiu à equipa do projecto apurar uma caracterização geral dos parques analisados. Têm entre 50 a 100 empresas, de áreas muito variadas. A única prática ambiental generalizada é a triagem e encaminhamento de resíduos, não são utilizadas energias alternativas e a gestão ambiental é individualizada.
Têm boas acessibilidades e oferta de transportes públicos, mas os espaços verdes são escassos, os arruamentos e iluminação estão em mau estado de conservação e têm problemas de segurança. A nível da gestão dos parques e infra-estruturas há graves lacunas e faltam parcerias com entidades tecnológicas. A informação e a promoção são também escassas.
Caracterização dos parques empresariais da região
A modernização dos parques existentes não é uma tarefa fácil. Segundo Nuno Martins, a principal dificuldade não está, contudo na renovação das infra-estruturas. “Há um longo caminho a percorrer”, afirmou, “principalmente ao nível da alteração de mentalidades das várias pessoas envolvidas”.
O EcoParques teve como principal objectivo o fomento da competitividade do tecido empresarial da região Minho, mediante a adopção de melhores práticas ambientais nos seus Parques Empresariais. Com este projecto, a AIMinho acredita ter contribuído para o respeito e protecção do ambiente e para o seu reconhecimento como factor de competitividade pelas empresas.
Legislação referente a energia tem desenvolvimentos recentes
Mentalidades são mais difíceis de mudar que infra-estruturas
Os participantes do evento puderam ainda ficar a par dos mais recentes desenvolvimentos na área dos incentivos à produção de energia nas empresas. Num momento em que a energia é um ponto incontornável do dia a dia das empresas, um painel de especialistas expôs as melhores alternativas para a região Norte, responsável pelo maior consumo energético do país.
“A política energética é, nas suas variadas vertentes, um factor importante do crescimento sustentado da economia portuguesa”, afirmou Andreia Cabral, da CCDR-N. Por esta razão, a temática da energia e eco-eficiência está prevista em diversos regulamentos fundamentais como o QREN e o Plano de Acção para a Promoção da Energia Sustentável no Norte de Portugal (2007-2010). O objectivo, explicou, é criar uma cultura de energia.
Ao nível da produção de energia nas empresas, existem quatro grandes leis em vigor, três das quais prevêem a venda de energia à rede, alertou Pedro Monteiro da DST Renováveis. De entre estes destaca-se a Microgeração, prevista no programa Renováveis na Hora, que cria um regime de licenciamento simplificado economicamente mais aliciante.
Na área da indústria, assume ainda importância o SGCIE – Sistema de Gestão dos Consumos Intensivos de Energia, alertou Jorge Carneiro, da ADENE. Em vigor a partir do presente mês de Junho, é aplicável às instalações consumidoras intensivas de energia com um consumo anual superior a 500 tep/ano.
Legislação procura criar uma cultura de energia