A AIMinho e o IAPMEI, enquanto membros da Enterprise Europe Network, vão realizar uma acção de sensibilização/formação dedicada ao tema «7º Programa Quadro – Como Preparar Propostas Competitivas». A...
A AIMinho – Associação Empresarial é uma associação empresarial multisectorial, que tem como âmbito geográfico a região Minho (correspondente aos distritos de Braga e Viana do Castelo). Criada em 1975, teve origem no Grémio das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas de Braga, fundado em 1956.
A AIMinho é hoje uma das principais associações empresariais do país, tendo uma forte afirmação no movimento associativo. A sua missão é «intervir activamente nos fora regionais, nacionais e internacionais, por forma a criar as condições mais favoráveis à iniciativa empresarial, contribuindo desta forma para o desenvolvimento económico, social e cultural da região».
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| 2008-06-20
O Estudo Estratégico para o Ordenamento do Território Empresarial no Minho (EpOTEM), desenvolvido pela AIMinho e apresentado ontem num seminário em Braga, é um “contributo fundamental” para o enquadramento das acções de ordenamento do território empresarial da região, a desenvolver nos próximos anos. A opinião é do especialista em Ordenamento do Território da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Mário Rui Silva.
AIMinho lançou Estudo Estratégico para o Ordenamento do Território Empresarial no Minho
“Este é um estudo que pretende mexer com o posicionamento actual face ao ordenamento do território”, uma vez que há um grave deficit a este nível, afirmou António Marques, presidente da AIMinho. Segundos os resultados apurados pelo EpOTEM, “a região está reprovada no exame às áreas de acolhimento empresarial, principalmente nas infra-estruturas de apoio às empresas”.
Áreas de acolhimento existentes na região não dão condições necessárias às empresas
Através do EpOTEM, apresentado pelo coordenador do projecto, Gil Carvalho, foi possível identificar um conjunto de clusters de proximidade empresariais emergentes na região. Nos sectores tradicionais, os clusters determinados foram “Vestuário e têxteis”, “Alimentar e bebidas” e “Automóvel e seus componentes” (norte e sul). Nos sectores embrionários/emergentes, o EpOTEM apontou para os clusters “Novos materiais”, “Biotecnologia”, “TIC” e “Energia”. Além destes, foram ainda determinados o cluster transversal da “Construção” (que agrega, construção civil, elementos para a construção civil e mobiliário e madeira) e os clusters de incidência local da “Construção naval” e “Cerâmica”.
A construção destes clusters de proximidade deverá, segundo o coordenador da equipa técnica do EpOTEM, Carlos Rodrigues, “assentar numa base organizacional forte, capaz de conferir coerência e interactividade a um sistema marcado por uma diversidade significativa”. Esta base deverá, afirmou o orador, disponibilizar redes logísticas e de distribuição, redes de comunicação, marcas e patentes, I&D, design, marketing e serviços de formação, entre outras valências.
Os clusters de proximidade permitem às empresas operar de uma forma integrada, o que, associado à prática de um modelo de gestão constituído pelas entidades de apoio ao desenvolvimento da actividade empresarial, permite a estas empresas obter aumentos significativos nos índices de competitividade.
Equipa do EpOTEM esteve no terreno no Minho e Finlândia
Clusters de proximidade determinados pelo estudo
Para desenvolver o EpOTEM, a equipa técnica do projecto esteve no terreno, quer nas várias áreas de acolhimento da região, quer em Tampere, na Finlândia, aonde foi realizada uma missão com a participação de diversas entidades da região.
Esta cidade, considerada um caso de sucesso, tem vindo a crescer em média 5% desde o ano 2000, graças à reestruturação económica regional empreendida com base numa estratégia de inovação assente em clusters de proximidade.
O EpOTEM é um projecto da AIMinho, inserido na medida 1.4. do ON – Programa Operacional da Região Norte, na temática de Estudos de Desenvolvimento Estratégicos. O seu principal objectivo, segundo Gil Carvalho, é servir de apoio à determinação de projectos estruturantes para criação e requalificação de áreas de desenvolvimento empresariais, apoiadas numa estrutura de potenciais clusters de proximidade da região.
Equipa do EpOTEM realizou missão a Tampere (Finlândia)
“Este estudo não é para a AIMinho, é para toda a comunidade empresarial e institucional da região”, afirmou António Marques, realçando que a solução terá de passar por uma acção conjunta das diversas entidades. A mesma opinião foi partilhada por Mário Rui Silva, para quem é necessário desenvolver “uma visão estratégica colectiva das questões de competitividade”.
Durante a sessão, Mário Rui Silva apresentou ainda aos empresários, no âmbito desta sessão, o Plano para o Acolhimento Empresarial, desenvolvido no âmbito dos sistemas de apoio às áreas de acolhimento empresarial do QREN e do programa Norte 2015. Este plano tem como objectivo definir uma estratégia de expansão, racionalização e qualificação das áreas de acolhimento empresarial regionais, promovendo a formação de redes e articulação com o Plano para a Inovação, constituindo um referencial importante de selecção de projectos.
Estudo procura fomentar cooperação de instituições da região