Universidades portuguesas têm capacidade para desenvolver tecnologia de qualidade e a Universidade do Minho e o projecto SINUS são a prova disso. Foram palavras de ordem referidas numa Sessão Pública...
O SINUS – Tecnologia para Compensação dinâmica de harmónicos, factor de potência e desequilíbrios é um projecto da Universidade do Minho.
O SINUS trata do desenvolvimento de protótipos de equipamentos a serem demonstrados em funcionamento em 4 diferentes instalações (uma Indústria Têxtil, uma Indústria Farmacêutica, um Hospital e uma Universidade).
Os equipamentos terão a função de compensar dinamicamente harmónicos e desequilíbrios de corrente, bem como factor de potência.
Numa das instalações o equipamento funcionará ainda como interface de fontes de energia renovável com a rede eléctrica.
imprimir recomendar download pdf < voltar atrás
| 2008-04-03
Universidades portuguesas têm capacidade para desenvolver tecnologia de qualidade e a Universidade do Minho e o projecto SINUS são a prova disso. Foram palavras de ordem referidas numa Sessão Pública de Demonstração, realizada na Universidade do Minho – Campus de Azurém, em Guimarães. Concebido pelo Departamento de Electrónica Industrial da Universidade do Minho, o SINUS nasceu em 2005 e foi o primeiro projecto demonstrador de uma Universidade.
Foram também demonstrados, na Universidade do Minho e na empresa Lameirinho Indústrias Têxteis, S.A., os equipamentos desenvolvidos, bem como no Hospital Pedro Hispano, no Porto, e na farmacêutica Alliance Healthcare, S.A., na Gafanha da Nazaré.
Universidades portuguesas têm capacidade para desenvolver tecnologia de qualidade
Durante os próximos meses, através de agendamento prévio, será possível a marcação de visitas aos equipamentos que se encontram nos quatro locais de demonstração já referidos, em cada uma das diferentes áreas de implementação – Indústria Têxtil, Universidade, Indústria Farmacêutica e Hospital.
Futuras demonstrações, em ambiente real dos equipamentos
Promover a eficiência energética e a melhoria do desempenho das instalações eléctricas, através do desenvolvimento de equipamentos que permitem monitorizar e compensar problemas de qualidade da energia eléctrica, foram algumas das características apresentadas no decorrer da sessão de demonstração.
Para o responsável do projecto SINUS, João Luiz Afonso, “o crescimento económico conquista-se com desenvolvimento tecnológico”. O conhecimento e os protótipos obtidos, fruto de uma investigação que remonta há cerca de 15 anos, representam um passo importante rumo à melhoria do desempenho dos sistemas de distribuição de energia eléctrica, quer ao nível industrial quer doméstico.
Melhoria do desempenho dos sistemas eléctricos
Outra das grandes potencialidades da tecnologia SINUS, totalmente nacional, é o facto de permitir a interface de fontes de energias renováveis com a rede eléctrica, situação que, na opinião de Renato Morgado, é basilar. “Os conceitos de eficiência e de racionalidade energética, bem como a utilização de energias limpas são a tónica em Portugal”, afirmou o especialista.
Interface de fontes de energias renováveis com a rede eléctrica
Da investigação resultou o desenvolvimento de quatro tipos de equipamentos, nomeadamente um Monitorizador de Qualidade de Energia, um Filtro Activo Trifásico, um Filtro Activo Monofásico e um Sistema de Interface para Fontes de Energia Renovável.
Protótipos do projecto SINUS
De registar ainda que os resultados obtidos pelo Projecto SINUS vão ao encontro da “Política Energética Nacional”, dado que permitem atingir vários dos objectivos declarados nessa directiva. É o caso da redução da intensidade energética no desenvolvimento de produtos, redução da factura energética e melhoria na qualidade de serviço. Por outro lado, também se obtém uma diversificação das fontes de energia, um melhor aproveitamento dos recursos endógenos, além da minimização do impacto ambiental e da contribuição para o reforço da competitividade e da economia nacional.
SINUS permite alcançar objectivos da Política Energética Nacional
A iniciativa é um Projecto Demonstrador da Agência de Inovação (ADI). Com um custo de 706.488 mil euros, foi financiado a 75 por cento pelo PRIME (Programa de Incentivos à Modernização da Economia, do Ministério da Economia e da Inovação) e co-financiado pelo FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional). Os restantes 25 por cento do financiamento foram assegurados pela Universidade do Minho, que liderou o projecto.
Financiamento:
75% PRIME e FEDER
25% Universidade do Minho